Zona Franca de Manaus acorda para o mundo das startups

23/09/2019

Notícia publicada pelo jornal Gazeta do Povo

Patrícia Basílio

Em meio ao processo de desindustrialização e a dúvidas sobre os planos do governo para a
Zona Franca de Manaus, o tradicional polo industrial da Amazônia se movimenta para
ganhar uma nova roupagem: o de ecossistema de inovação. No final de agosto, a região ganhou seu primeiro hub de tecnologia, o Manaus Tech Hub, promovido pela Associação
para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex).

De acordo com Diônes Lima, vice-presidente da Softex, o núcleo pretende facilitar a
captação de recursos, gerar negócios e conectar startups, centros de pesquisa e
desenvolvimento e empresas de Manaus — principalmente as afetadas pela crise.
“Queremos que as companhias do polo industrial se reinventem. Um dos principais
objetivos do hub é usar a tecnologia para minimizar os impactos da desindustrialização”,
explica.

Com o Manaus Tech Hub, Lima espera que o potencial empreendedor e tecnológico da
região Amazônica possa ser levado a todo o país e até ao exterior. “Temos um dos maiores
centros de desenvolvimento do país. Além disso, os incentivos fiscais permitem que
diversas atividades de alto valor agregado sejam realizadas na região da Amazônia, não
apenas commodities”, argumenta o vice-presidente da Softex, destacando o pioneirismo da
região em injeção de plásticos.

Para o lançamento do hub, as primeiras indústrias patrocinadoras investiram R$ 7 milhões,
contabiliza Lima. Para 2020, a expectativa é que mais R$ 20 milhões sejam aportados.
“Temos como meta selecionar 100 startups em um ano”, adianta o executivo, que firmou
parceria com a Universidade Federal da Amazônia.

Além de empreendedores, o hub também vai estimular o intercâmbio de talentos, atraindo
pesquisadores de todo o mundo para a Amazônia. Segundo a Softex, em fevereiro de 2020
será aberta uma chamada internacional para especialistas de diversas áreas. “O momento é
negativo para Amazônia, por conta das queimadas, mas favorável para o investimento em
soluções que preservem o nosso ecossistema. Precisamos ter o mesmo mindset de inovação
que as grandes cidades para gerar desenvolvimento econômico”, fundamenta Lima.

Da Amazônia ao Google Brasil

Rodeada pela floresta Amazônica em Belém (PA), a startup Hyppe oferece serviço de
gestão de assinaturas, desde outubro de 2018, para professores e personal trainers
autônomos que desejam organizar planos de pagamento e cobrar os clientes diretamente
pelo cartão de crédito — evitando atrasos e calotes.
Desde o início deste ano, contudo, Julio Almeida e seus sócios.

Desde o início deste ano, contudo, Julio Almeida e seus sócios trocaram o verde da
Amazônia pelo cinza da metrópole paulistana — quando a Hyppe foi aprovada pelo
Google para o programa de mentoria Startup Zone.






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