ZFM: pretensão andina

30/12/2015

A superintendente da Suframa, Rebecca Martins Garcia, disse que o Polo Industrial de Manaus tem uma peculiaridade em relação às indústrias do restante do país: a produção é voltada para o abastecimento do mercado interno. Com isso, segundo ela, quando a crise econ6omica afeta o poder aquisitivo da população brasileira, a Zona Franca é a mais atingida. Para completar, a tendência nos últimos anos tem sido de queda intensa nas exportações.

Para a superintendente, o momento é propício para se discutir a exportação dos produtos da Zona Franca. “É importante e já é consolidado o abastecimento interno no país. Porque não é a primeira crise econômica que o Brasil está vivendo e não será a última, independentemente do governo que esteja à frente do país”, afirmou. “Então é importante que se repense o modelo no sentido de não se acabar com o que tem, de continuar o que já tem consolidado e abrir possibilidade para exportação. Especialmente nós estamos pensando na América Andina”, acrescentou.

Ainda segundo Rebecca Garcia, a Suframa criou grupos de trabalho para discutirem alternativas para superar a crise e alavancar a economia do Amazonas. Um deles, relacionado à economia criativa está se destacando e é a aposta para 2016. A superintendente da Suframa também informou que pretende no próximo ano fortalecer chamadas startups, que serão empresas recém-criadas com ideias inovadoras e que podem ser rentáveis, e a economia solidária, que tem grande potencial no Estado.

Resultados ruins

Em 2015, a Zona Franca de Manaus registrou uma queda de 30% na produção por causa da crise econ6omica que atingiu o país. Os setores mais prejudicados foram os de motocicletas, eletroeletrônicos, principalmente, televisores e tablets. Aproximadamente 20 mil trabalhadores perderam o emprego. Os dados são da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Cieam

Para o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, “é uma crise política que se transformou nessa situação econômica que estamos vivendo. Tirou a confiança do consumidor brasileiro e reduziu o poder de compra daqueles que perderam emprego. Isso retrai o consumo, reduz a demanda por novos produtos, afeta a atividade das linhas de produção e há risco de mais demissões na indústria nacional. E não é diferente aqui para a Zona Franca de Manaus”.

Fonte: Jornal Acrítica






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