Número de endividados diminui 7,2% de abril a junho no Amazonas

31/07/2020

Fonte: EM TEMPO

O número de famílias endividadas registrou uma
curva decrescente de
abril a junho, no Amazonas. Os dados são da Pesquisa
de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) e demonstram que março apresentou
541.459 pessoas com dívidas, mas
em julho foram somente 502.167,
o equivalente a uma redução de
7,2%, com 39.292 famílias endividadas a menos. Os números
podem significar uma recuperação da atividade econômica no estado.

Os dados, disponibilizados à Federação do Comércio de Bens, Serviços e
Turismo do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM), colocam março como
um dos meses em que os amazonenses ficaram mais endividados no
primeiro semestre.

Número que se
explica por ser justamente o mês
em que o comércio foi paralisado no
Amazonas, por conta da pandemia da
Covid-19, o que ajudou a agravar e a situação do desemprego.
Com a chegada do mês de abril, o
número de famílias com dívidas caiu
para 531.454, uma redução de 1,8% em
relação a março.

Na passagem para
o mês de maio (523.167) o cenário foi
de uma redução de 1,5%. Já no confronto de maio com junho (513.579)
a redução de famílias endividadas no
Amazonas foi de 1,8%. A maior redução
veio na passagem de junho para julho
502.167), com um recuo de 2,2%.

Segundo o presidente da Fecomércio-AM, Aderson Frota, os dados levantados são importantes para demonstrar que a economia do Estado
pode estar se recuperando, mesmo
que lentamente. “A queda é favorável, pois representa uma recuperação
da atividade comercial como um todo.
Com a diminuição nesses números, a
receita e a vendas do comércio são favorecidas, uma vez que quanto menos
dívidas, mais capacidade de compra os
amazonenses têm”, explica.

Contudo, a pesquisa também expressa que aqueles que não terão
condições de pagar as dívidas no mês seguinte só aumentou. Em março,
mês mais crítico da crise gerada pela
pandemia, 76.066 pessoas não estavam em condições de arcar com seus
endividamentos, já em julho esse número cresceu para 90.637, apresentando uma diferença de 19,1%.

Cartão de crédito

O estudo revela também os principais tipos de dívida no mês de
julho, sendo elas em sua maior parte
no cartão de crédito, correspondendo a 95,5% do total. Em segundo lugar estão os carnês (66,1%), seguido das dívidas no crédito consignado
(28,4%) e atingindo a menor porcentagem quando relacionadas à cheque especial e cheque pré-datado,
ambos, com 1,5%.

Os responsáveis pela pesquisa descrevem que o endividamento, além
das fortes implicações econômicas
em termos pessoais e familiares, e
dos graves problemas psicológicos e
sociais que lhe estão associados, também apresenta efeitos sobre o setor
real da economia.

“É natural que a proliferação de
casos de famílias incapazes de cumprir seus compromissos financeiros
seja acompanhada da contração das
despesas de consumo privado, especialmente de bens de consumo duradouro, via racionamento do crédito:
os casos de insolvência das famílias
afetam os níveis de confiança necessários ao normal funcionamento do
mercado de crédito”, comentam.

Discordância

De acordo com o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, a
pesquisa feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e
Turismo (CNC) não corresponde com
a realidade apresentada atualmente
no Amazonas. “Esses levantamentos
quase não existem em Manaus, então
eles representam mais um desenho a
partir de um pequeno retrato do que
um resultado confirmado”, justifica.






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