Interessa uma ZFM sólida



07/03/2023

Conforme a
Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), o Polo Industrial de
Manaus (PIM) fechou o ano de 2022, com um faturamento de 33.97 bilhões, quando
calculado em dólar e 174,10 bilhões, quando calculado em reais. A previsão da
Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), apresentada antes do
final do período anualizado, está muito próxima ao resultado apurado pelas
informações prestadas pelas empresas à Suframa.

Nossa previsão era de US$ 34.71
bilhões, aproximadamente 2,17% superior ao apurado, enquanto em real, prevíamos
R$179,83 bilhões, superior aproximadamente 3,29% ao resultado divulgado. São
estimativas muito próximas da realidade, visto que apresentam diferenças bem
pequenas em termos percentuais. Caso não houvesse a crise provocada pela
redução da alíquota do IPI e as oscilações da demanda, provavelmente os
resultados alcançados estariam mais próximos das nossas previsões. É comprovada
mais uma vez a solidez do projeto de desenvolvimento Zona Franca de Manaus
(ZFM) que permitiu, em plena floresta Amazônica, a criação de um sofisticado
parque industrial que contribuiu para conter, agora e ao longo dos anos de sua
existência, a expansão do desmatamento, bem como foi base principal para a
crescente arrecadação federal e estadual no Amazonas, e da arrecadação
municipal de Manaus.

São fatos irrefutáveis que não podem ser olvidados nas
discussões sobre a reforma tributária nas propostas submetidas ao exame
minucioso do Congresso Nacional e que, efetivamente, até o momento, não
contemplam os interesses da Amazônia Ocidental.

Repetimos, a ZFM é um projeto
de integração regional que criou um conjunto de mecanismos especiais de
incentivos à atividade econômica da Amazônia Ocidental, promovendo a produção e
o desenvolvimento da avançada tecnologia local e que torna esse projeto um dos
mais importantes centros produtivos da América Latina, por isso, tem que ser
olhado com muita atenção para que continue a cumprir seu papel relevante para o
desenvolvimento socioeconômico da região.

Confiamos na competência dos nossos
representantes no Congresso, para demonstrar que a ZFM atende aos interesses do
país, sendo importante para o crescimento do Brasil como um todo. A ZFM, a
despeito de ter sido prorrogada até 2073, se não compreendida sua
essencialidade nas discussões sobre a reforma tributária, perderá todo o
capital intelectual, financeiro e físico, investido durante sua existência,
assim como a sua competitividade econômica e capacidade de atrair investimentos
e gerar empregos. Será necessária, como já falamos e repetimos, a participação,
o engajamento e o com prometimento de todos, no sentido de demonstrar para os
parlamentares de todo o Brasil e principalmente da Amazônia, que a manutenção
da ZFM é fundamental para os objetivos a serem alcançados, no que diz respeito
ao crescimento social e econômico, ao combate das ilegalidades perpetradas
contra o meio ambiente e até para a integridade territorial brasileira.

Fonte: Jornal Acrítica