Informática, o elo da mudança

16/12/2019

Fonte: Amazonas Atual

Nelson Azevedo

Com a aprovação no Senado, já podemos considerar que as mudanças na Lei de
Informática – com o resguardo dos direitos legais e vantagens comparativas da Zona
Franca de Manaus – representam mais uma vitória em favor dos investimentos e
desenvolvimento socioeconômico do nosso Estado. Importante é persistir sempre na
conquista da segurança jurídica. Esta Lei incentiva a indústria de informática e obriga
as empresas do setor a financiar pesquisa, desenvolvimento e inovação. Cabe aqui
destacar o empenho obstinado de nossa bancada federal que, mesmo diminuta, tem
sido combativa e competente para honrar seus compromissos com a população do
Amazonas. Agora é o momento de confraternização, sem contudo desligar o pé da
tomada, porque a luta sempre continuar e as ameaças não dão trégua. Logo, tudo
apenas recomeça.

Conquista vital

E qual é a importância, no dia seguinte desta vitória, do segmento de Informática
dentro das perspectivas de adensamento, diversificação e interiorização da indústria
instalada no Amazonas, na agroindústria e demais negócios que se ensaiam e que nos
desafiam a partir deste Programa de Acertos chamado Zona França de Manaus? Algo
tem importância essencial quando sem ele o conjunto não existe. Informática,
portanto, é o elo de viabilidade e comunicação da mudança. Informática conecta
coisas, pessoas, produção, gestão, o tempo e o movimento.

O virtual agora é real

A Informática é cada dia mais familiar no chão de fábrica. Nosso cotidiano está em
estado permanente de conectividade no limiar da virtualidade. As empresas do Polo
Industrial de Manaus já vislumbram novos cenários virtuais e as vantagens de seu
compartilhamento. Isso nos permite subverter os dogmas e descobrir que o mundo
virtual passa a ser real. O passo seguinte é virtualizar linhas de produção, simular
cadeia de suprimentos, racionalizando tempo, portanto, custos e incrementando a
produtividade.

Desenvolvimento e sustentabilidade

Os termos que descrevem as mudanças da nova lei de informática, além de atender as
exigências da Organização Mundial do Comércio, OMC, resguardam o compromisso
de apoiar substantivamente pesquisa, desenvolvimento e inovação. Com isso,
teremos a oportunidade de apoiar as iniciativas da indústria 4.0, e todos os seus
anteparos de viabilidade tecnológica. Quem viabilizará essa mudança será Tecnologia
da Comunicação e Informação -TIC. Nosso modo de ser e fazer se insere na maior floresta tropical da Terra, um bioma necessário ao clima e capaz de fornecer de modo
sustentável as respostas de que a Humanidade precisa. Aqui, o desenvolvimento
caminha nos critérios da sustentabilidade e tem que ser assim.

Samuel Benchimol, o paradigma

Caíram sobre nós as graças dos analistas da União Europeia e da Organização Mundial
do Comércio. Isto ocorreu porque fizemos o dever de casa e, mesmo sendo uma região
remota, já demonstramos habilidade e qualificação técnica para conciliar economia
com ecologia, através da internet das coisas e da imitação da natureza. Estes dois
exemplos ilustram nosso modo de achar soluções sustentáveis, socialmente justas,
economicamente promissoras e politicamente corretas, como dizia o mestre Samuel
Benchimol.

Adversidades e aprendizagem

Temos sempre em mira o desenvolvimento do Amazonas e da Amazônia Ocidental e
nossa insistência – para promover a integração e a interação nacional criativa – são
determinantes os recursos da Lei de informática para qualificar as novas gerações.
Esses recursos, cuja aplicação carece de supervisão/auditoria permanente devem
ainda fomentar novos empreendedores, decifrar os segredos, as promessas e as
oportunidades de negócios da floresta, sem xenofobia, muito menos ingenuidade,
mas com liberdade de escolher parceiros qualificados que possam ensinar e aprender
uso sustentável dos recursos naturais. Por isso, as novas mudanças que garantem a
indústria de informática – no Brasil em geral e na Amazônia em particular – é a
melhor notícia que poderíamos viabilizar neste final de ano de ajustes, pleno de
adversidades, de aprendizagem e de renovação para a luta.

*Nelson Azevedo é economista, empresário, foi Diretor Regional da Moto Honda, Presidente
do Sindicato das Indústria Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Manaus e Vice-presidente da Fieam.






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