‘Greve em meio à crise econômica fragiliza Zona Franca de Manaus’, diz sindicalista

17/06/2015

O direito à greve no Brasil é previsto por lei. No entanto, o contexto atual com a crise econômica leva até sindicalistas a discordarem entre si sobre a deflagração do ato. É o caso do secretário-geral do Sindicato das Empresas de Agenciamento, Logística e Transportes Aéreos e Rodoviários de Cargas do Estado do Amazonas (Setcam), Augusto Neto. Ele concorda que os funcionários da Superintendência da Zona franca de Manaus (Suframa) recorram à greve como instrumento de luta por direitos, mas discorda quanto ao momento atual.

“Essa legalidade não significa que a greve seja oportuna. Ela é muito mais inoportuna do que eficaz. Porque a economia passa por um momento muito distinto e este não é o momento para se fazer greve”, reclama. “Esta manifestação vai trazer muito mais malefícios do que benefícios para o que está sendo reivindicado”, avalia.

Os servidores da Suframa estão em greve desde o dia 21 de maio por tempo indeterminado. A decisão da categoria veio após o veto da presidente Dilma Rousseff à Medida Provisória 660 (MP 660), que reestruturaria o plano de cargos e carreiras da autarquia. A paralisação acontece em todos os cinco estados e 14 unidades de abrangência da Suframa.

No último dia 5 de junho, uma medida judicial havia determinado que a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) assumisse atividades da Suframa, relativas à liberação de mercadorias e insumos, para a manutenção do funcionamento das atividades no Estado.

De acordo com Augusto, 1.127 carretas estão paradas em cinco portos de Manaus. Ele acrescenta que 22.460 toneladas de mercadorias avaliadas em R$ 394 milhões e destinadas à indústria, comércio e serviços aguardam liberação. “Cada carreta parada, representa um prejuízo de R$ 1.250 de faturamento por dia. Fora esse prejuízo, os veículos estão correndo o risco de avariação, violação e furto”, diz.

Com a paralisação das atividades da Suframa, a indústria e o comércio de Manaus já começam a sentir os primeiros impactos. “Já estamos com falta de laticínios. Ninguém quer mandar carga pra Manaus porque não sabe se vai ser entregue”, diz. “Se a mercadoria chega e não é entregue ao cliente ele não vende e não gera riquezas”, acrescenta.

“Esperamos que os membros do Sindicato dos Funcionários da Suframa sejam sensatos o suficiente pra entenderem que, nessa guerra, todos nós estamos perdendo. Não tem ninguém ganhando e eles também estão perdendo! Então, eles deviam usar a acuracidade e ver que estão prejudicando um modelo já bastante fragilizado”, explica referindo-se ao modelo Zona Franca de Manaus (ZFM).

Fonte: Portal Amazônia






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