Exigências tornam inviável transporte de cargas do PIM na BR-319, no Amazonas

22/01/2015

As exigências apresentadas pelo Ibama para aprovação do relatório (Estudo de Impacto Ambiental) e (Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) dificultam os projetos de pavimentação de 405 quilômetros do total de 877 quilômetros da BR-319. A dificuldade torna a estrada inviável para o transporte de cargas, especialmente bens industriais e insumos destinado à indústria da Zona Franca de Manaus (ZFM). “A manutenção neste trecho da rodovia anualmente não é suficiente devido a ocorrência de chuvas na região. Sem o asfaltamento a rodovia fica intrafegável” disse o representante da Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz), Raimundo Augusto de Araújo.

Segundo ele, a pavimentação do ‘trecho do meio’ permitiria maior fluxo de cargas entre o Amazonas os demais Estados do País. Augusto afirma que o impasse imposto pelo Ibama resulta em prejuízos ao setor logístico e ainda que a manutenção executada pelo Dnit anualmente não é suficiente para manter as boas condições de trafegabilidade pelo trecho da rodovia durante todo o ano. “Seria uma ligação rodoviária que nos colocaria em contato com os demais Estados. Estamos impedidos por conta desses critérios do Instituto. Até mesmo a Ufam (Universidade Federal do Amazonas) já enviou pareceres em apoio ao asfaltamento deste trecho mas isso foi desconsiderado”, conta.

Dnit-AM

De acordo com o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit-AM), José Fábio Galvão, o terceiro relatório deve ser entregue ao Ibama até o final do primeiro semestre deste ano na tentativa de obter o licenciamento ambiental que permite a execução das obras de pavimentação do ‘trecho do meio’ que compreende a extensão entre os quilômetros 250 e 655 da rodovia.

Galvão explica que sem a devida permissão para o trabalho de asfaltamento, o ‘trecho do meio’ só pode receber obras de manutenção e conservação, que consistem em reconformação da plataforma, reciclagem de base, recomposição de aterros (erosões), recomposição do revestimento primário e reforma de pontes de madeira de lei. “O plano está em elaboração e pretendemos entregá-lo ao Ibama nos próximos meses. O órgão ambiental afirma que quando a obra estiver pronta haverá devastação e criação de ramais no entorno da rodovia. Mas isso é uma questão de governança. Onde está a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o próprio Ibama, entre outros que podem ajudar a conter esses fatos?”, indaga.

Fonte: JCAM






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