Amazônia, com a Constituição debaixo do braço

01/03/2023 08:00

Luiz Augusto Barreto Rocha

presidente do Conselho Superior do Centro da Indústria do Estado do Amazonas – CIEAM

As entidades de classe da
indústria am azonense, CIEAM,
FIEAM, Abraciclo e Eletros,
estiveram em Brasília, realizando
interlocuções políticas
indispensáveis ao momento de
transição governamental e de
reformas.

O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) também interagiu com a mídia, esclarecendo ao país o que é a Zona Franca de Manaus (ZFM). Nestas entrevistas fomos enfáticos sobre os impactos positivos da indústria amazonense, ressaltando que ela é indispensável. Observamos as
expressões de surpresa quando
falam que a UEA é a maior
universidade multicampi do
Brasil, presente nos 62 municípios
do Amazonas, sendo
integralmente mantida com os
impostos das indústrias aqui
instaladas.

As manchetes da mídia nos
alertam sobre o que não pode ser
feito com o bioma ou o que
acontece em term os de danos
regionais e globais quando falta
conhecim ento e comprometimento
com as fragilidades e efetivas
potencialidades da região
amazônica.
Em resposta, ressaltam os que
dentre os propósitos da
Constituição Federal do Brasil está
“erradicar a pobreza e reduzir as
desigualdades sociais e regionais”.

Há clareza sobre o que é necessário fazer pela Amazônia,
mas é necessário segu ir a
informar o que já vem sendo feito:
apenas em 2022 as empresas do
Polo Industrial de Manaus
faturaram US$ 32 bilhões e foram
agregados US$ 8 bilhões à região,
com salários, fundos e
contribuições.

De 2000 a 2018, em
moeda corrente, foram gerados
U S$ 148.5 bilhões pelo Amazonas
e no mesmo período US$ 38.3
bilhões foram agregados na região.
Necessário falarmos da
governança destes recursos, para
que ocorra a redução das
desigualdades regionais.
Também esclarecem os que na
estrutura tributária da indústria
da ZFM não existem gastos
públicos.

Se for suspensa a
compensação fiscal às empresas
aqui instaladas, estas não
migrarão para o Sudeste ou para o
Nordeste e sim para o México ou
para o Paraguai, dentre outros países.

O clima foi de ampliação da
interlocução e dos necessários
esclarecimentos, afinal a
inform ação é indispensável para a
superação dos preconceitos.
Estarem os em Brasília e onde m ais
for necessário para detalhar e
reafirm ar que a m elhor m aneira
de proteger os recursos naturais
da Amazônia e a sua
biodiversidade é pela promoção do
desenvolvimento sustentável.

Isso
significará atender às demandas
sociais e proteger ou repor os
estoques naturais, como afirma a
Agenda 21 brasileira.
Precisam os lembrar das
oportunidades que podemos
proporcionar ao Brasil se
conseguirmos vencer a sabida
insegurança jurídica que nos
aflige frequentem ente: a cadeia
global de suprimentos foi rompida
e é neste contexto que a
capacidade industrial instalada em Manaus está de prontidão e
apta a realizar a produção de
suprim entos de todo tipo de
insumos, muitos deles com
escassez de oferta.

O melhor
ingrediente para avançar nesta
direção é resgatar, alinhar e
fortalecer a interlocução com os
governos local e federal, este
último sob a coordenação da
Suframa, amparada por 56 anos de
experiência e pelos dispositivos
constitucionais.

Sigamos em frente, com as
lideranças em presariais firmes e
com uma bancada política federal
reconhecida e atuante. O propósito
do CIEAM é “ser protagonista na
sustentabilidade da indústria do
Amazonas, vetor regional para o
desenvolvimento do B rasil”. Desta
forma, seguirem os, sem pre
esclarecendo ao país a nossa
im portância, de forma altiva e com
um exem plar da Carta Magna
debaixo do braço.