Amazônia, do chão de fábrica ao bioma florestal

12/03/2021 10:22

Fonte: Brasil Amazônia Agora

Por Wilson Périco (*)

Está na hora de abraçar
esta jornada – financiada exclusivamente com os recursos
de nossas empresas – sem
precisar depender das decisões alheias ao nosso quintal.
Eis que a cadeia produtiva
e do conhecimento se dão
as mãos, permitindo que o
avanço tecnológico se conecte em todas as direções, do
chão de fábrica ao promissor
e gerador de oportunidades
que é o nosso bioma florestal.
Que tal?
Fomos abordados na semana passada pelos parceiros da mídia com relação à
“brincadeira judicial com a
BR-319”. E sobre quais seriam nossas propostas para
contrapor ao proibicionismo
reinante considerando inaceitável o cenário de constrangimento de contemplar
a floresta exuberante e constatar a pobreza espalhada e
crescente em nossa região.
Depois de tanta insistência,
já podemos desenhar propostas para aplicação da riqueza
gerada pelo setor produtivo.
Topamos fazê-lo pois ao empreender no universo capitalista apreendendo que cada
centavo deve ser usado com
racionalidade e efetividade.
Caso contrário, condenamos
nossa empresa ao fracasso.
É muito fácil gastar quando
outros se encarregam de gerar os recursos em questão.

Desperdício deveria ser enquadrado no crime de responsabilidade social, obrigando
os perdulários a devolver ao
cidadão – seu patrão – cada
real desviando de suas funções e benefícios legais.
Para se opor ao proibicionismo – provavelmente
uma desculpa para explicar
a omissão federal e a não
aplicação de recursos gerados na região para fomentar
oportunidades na Amazônia
– propomos dicas baseadas
naquilo que fazemos bem, ou
seja, aplicar com racionalidade e eficiência os recursos
aqui gerados pelo Polo Industrial de Manaus.

Um exemplo
já está em adiantado estado
de implantação, através de
programas prioritários do
CAPDA, Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia, sob
a tutela da Suframa, que gerencia as verbas de P&D&I, na
diversificação das atividades
econômicas coerentes com a
nossa vocação inovadora e
regional.

Achamos um jeito imediato de responder ao proibicionismo burocrático a quem
devemos convencer que, em
lugar de reprimir, é mais sensato e benfazejo estimular a
fazer direito. Só assim, estaremos gerando disseminação daquilo que Denis Minev
recomenda aos seus jovens
empreendedores e suas startups disruptivas: fomentar
e implantar novos negócios
no universo amazônico. Especialmente no interior da
região.

O que precisamos é
desenhar previamente o que
queremos/precisamos, quais
são as prioridades, aonde
queremos chegar e quais são
as métricas e resultados esperados e obrigatoriamente
revisados/avaliados para o
eventualmente realinhamento.
Vamos pensar juntos: atualmente temos cinco programas prioritários para aplicar
verbas as verbas que pagamos para diversificar nossa
economia: Economia Digital;
Recursos Humanos; Bioeconomia; Indústria 4.0; e Empreendedorismo Inovador.
A partir de 2020, empresas
nascentes de base tecnológica
(Startups) que invistam em
áreas de desenvolvimento de
produto, serviço ou processo inovador, podem receber
recursos das empresas. Os
programas estão formalmente separados, entretanto, pela
realidade, interligados.

Pois é
assim que o mundo funciona.
Indústria 4.0, Bioeconomia e
Startups precisam trabalhar
em modo interlocução. Ainda
bem que a Suframa, pensando a realidade no paradigma
interativo e circular, tem dado
conhecimento aos demais Estados da Amazônia Ocidental
e Amapá, e isso deveria, urgentemente, envolver a representação parlamentar da
Amazônia, cuja união em
torno dos benefícios potenciais pode assegurar, adensar
e disseminar as iniciativas.

E
de quebra, mobilizar o apoio
político em torno da defesa
de nossos direitos de executar
programas de alto nível do
desenvolvimento regional.
Temos notícia de aproximação colaborativa/operacional entre duas instituições
extremamente qualificadas
para avançar projetos, com
um robusto portfólio de realizações, a Fundação Paulo Feitoza, Indústria 4.0 e o
IDESAM (Instituto de Conservação e Desenvolvimento
Sustentável e Conservação
da Amazônia), Bioeconomia.

Está na hora de abraçar esta
jornada – financiada exclusivamente com os recursos de
nossas empresas – sem precisar depender das decisões
alheias ao nosso quintal. Eis
que a cadeia produtiva e do
conhecimento se dão as mãos,
permitindo que o avanço tecnológico se conecte em todas
as direções, do chão de fábrica
ao promissor e gerador de
oportunidades que é o nosso
bioma florestal. Que tal?
(*) Périco é economista,
empresário, presidente do Centro da Indústria do Eestado do
Amazonas e coordenador da
Convergência Empresarial da
Zona Franca de Manaus. wilson.perico@wlbp.consulting.
com.






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