Postado em 08/11/2018 As vocações de negócios da Amazônia
Esta Coluna é publicada às quartas, quintas e sextas-feiras, de responsabilidade do CIEAM. Editor responsável: Alfredo MR Lopes. cieam@cieam.com.br
08/11/2018 09:42
Professor da UEA (Universidade do Estado do Amazonas),
Luiz Sérgio de Oliveira Barbosa, do Campus Itacoatiara,
ganha, pela segunda vez, o 1º lugar no 10° Concurso Nacional
Professor Multimídia. A premiação foi no mês passado em São
Paulo durante o Enetec 2018: 10° Encontro Nacional de
Educação Tecnológica. Se somarmos os prêmios e os avanços
desta universidade, financiada
integralmente pelo setor
privado de Manaus, vamos ampliar os argumentos de que este
projeto ZFM, a despeito das incompreensões e perseguições
mal-intencionadas, está dando muito certo
Um curso de computação, entre outros avanços de UEA e
Ufam (Universidade Federal do Amazonas), louvado seja
Moyses Israel, fincados
no coração da oresta,
na Velha Serpa,
é tudo que o Marquês de Pombal, e seu irmão, Francisco
Xavier de Mendonça Furtado, poderiam sonhar para fazer de
Itacoatiara o centro pulsante da Amazônia Ocidental. Eles
foram artífices
da revisão do Tratado de Madri, que fez a
Amazônia se tornar Luso-Brasileira.
Indústria, inovação e biotecnologia
Qual é a vocação de negócios da floresta? Além dos avanços do Polo Industrial de Manaus, esta pergunta não tem apenas uma resposta por uma razão muito simples: são infinitas as perspectivas da floresta, sob todos os pontos de vista, e é insondável sua biodiversidade. Para se ter uma ideia, pouco mais de 5% do banco estimado de germoplasma foi para os laboratórios. Por isso, na ótica da bioeconomia, dos recursos geológicos e minerais, energéticos… etc., etc., poderíamos escrever bibliotecas físicas e digitais impensáveis sobre a região.
Fórum de startups
E é com esta premissa que está sendo preparado o Fórum de
Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis na
Amazônia, http://forum.ppa.org.br/, que se realizarão no
Studio 5 nos próximos dias 13 e 14, sob a coordenação do
Idesam, e um amontoado de parceiros, patrocinadores e
expositores atuantes na região. A intenção do evento é de
revelar um verdadeiro festival de Impacto, no sentido mais
fecundo deste termo quando se trata de mudança de
paradigmas e atitudes na conjugação do verbo empreender.
Nada será como antes.
Novas respostas e velhos problemas
Quando falamos em inovação, queremos armar
tão somente
que é possível criar espaços de novas respostas para velhos
problemas. E as estatísticas revelam que, a despeito da crise,
nunca foi tão graticante
vivenciar a Amazônia, degustar
seus sabores, aspirar seus aromas, viajar em seus encantos e
formatação criativa de novos negócios. O termo bioeconomia
ganha status de negócio inovador e os serviços ambientais
viram moedas verdes nos empreendimentos climáticos
abençoados pelas grandes corporações a procura de imprimir
o impacto positivo de uma economia de mais dadas com a
ecologia e a proteção do planeta.
Impactos sociais
Explodem startups na floresta
como gases do contraponto ao
efeito estufa que se materializam em novas oportunidades. E
é exatamente esta a premissa robusta do I Fórum de
Investimentos de Impacto, promovendo e premiando os
Negócios Sustentáveis da Amazônia. Um momento único de
diálogo e troca entre as startups inovadoras amazônicas e os
potenciais investidores, nacionais e internacionais. Trata-se
de uma tradução inovadora do sentido e do alcance das
nanças
sociais associadas aos investimentos de impacto na região mais cobiçada pelo imaginário da inovação e dos
investimentos.
Gestão da floresta
Manaus hospedou recentemente uma Conferência
Internacional sobre Gestão da Amazônia, onde essa questão
permeou todo o debate. Quais são as vocações de negócios da floresta,
como gerar uma economia limpa, qual a importância
e viabilidade para a região da Bioeconomia Sustentável. Desde
seus fundamentos conceituais há 50 anos, a economia
regional da contrapartida fiscal
remeteu, necessariamente, ao
alinhamento da ocupação orestal
onde o desenvolvimento
não afetasse a ecologia, os parâmetros do bioma florestal
amazônico. Hoje, as empresas que aqui se instalaram
começaram a perceber as vantagens para sua reputação ao
contribuir para investimentos em C&TI (Ciência, Tecnologia e
Inovação), no ambiente florestal.
Esse movimento já começou
e tudo sugere que não terá retrocesso.
Agronegócio e bioeconomia
É significativo
realçar que a balança comercial brasileira deve
metade de seu desempenho aos ativos nanceiros
do
agronegócio, mas as emissões de carbono da Agricultura
tendem a enfraquecer nosso papel como liderança na questão
ambiental. Essa é a razão da aproximação de algumas
lideranças daquele setor se interessarem por Bioeconomia de
cosméticos, fármacos e alimentos funcionais, com alto valor
agregado de inovação tecnológica, cujos resultados tendem a
gerar mais receita com melhor desempenho de baixo carbono
de que as emissões de resíduos de algumas atividades das
commodities. Portanto, abstraindo nossas deficiências
de
infraestrutura de transportes, energia e comunicação, fica
cada vez mais claro que nos resta equacionar nosso maior
gargalo: a viabilização de uma bioeconomia de baixo carbono
através de seu principal impacto: a capacitação de recursos
humanos.
=================================================================
Esta Coluna é publicada às quartas, quintas e sextas-feiras, de responsabilidade do CIEAM. Editor responsável: Alfredo MR Lopes. cieam@cieam.com.br
Publicada no Jornal do Commercio do dia 08.11.2018