Segurança digital para indústria 4.0

25/07/2019

Notícia publicada pelo Jornal do Commercio

Antonio Parente

Com o objetivo de oferecer suporte voltado
para segurança de
dados cibernéticos, o
INDT (Instituto de Desenvolvimento Tecnológico) cria o
primeiro centro de operações
cibernético voltado para ambiente industrial. Criado há um
ano e meio, um dos principais
focos de trabalho do laboratório
é atuar como braço de apoio das
empresas do PIM (Polo Industrial de Manaus) que estão se
adequando ao novo modelo da
indústria 4.0.

O centro de operações é o primeiro laboratório de
segurança de dados da
região Norte do Brasil
focado em proteção de
informações da indústria. Ele conta com uma
estrutura independente e possui toda uma
rede de internet própria para realizar as
operações dos clientes.
Para o CEO e diretor executivo do INDT,
Carlos Geraldo Feitoza, a manufatura 4.0
significa o surgimento de um
novo mundo com mais automação industrial e menos pessoas.
O impacto do novo modelo vai
trazer uma preocupação em relação a segurança cibernética,
pelo fato das empresas estarem
conectadas à rede mundial de
computadores.


“Hoje a maioria das empresas não têm comunicação com
o mundo externo. Quando você
conecta ao mundo os ataques
vão acontecer. A mesma coisa
vai acontecer nas indústrias e
as consequências disso são diversas. Primeiro você para a
indústria, você prejudica todo
um trabalho, você pode destruir
um robô, você pode fazer com que esse robô fique desgovernado e cometa algum ruim para
alguém e para própria fábrica.
Então todo esse trabalho precisa
ser controlado. Não dar para
ficar desprotegido. Hoje estamos
acostumado a usar o antivírus
que ajuda bastante, mas para
uma indústria isso não é suficiente, precisa realmente de uma
proteção 24 horas”, disse.

Segundo o responsável do
setor, Marcelo Leite, a solução
criada pelo instituto faz parte
de um sistema que atua como
uma extensão de segurança, responsável por monitorar a coleta de dados das indústrias.
Cada informação absorvida pela
infraestrutura local passa por
um processo de análise, onde é criado um
modelo de comportamento da rede capaz
de definir e identificar
as fragilidades do sistema.
“Primeiro é feita
uma análise na infraestrutura do cliente
para detectar os pontos
onde podem ocorrer
tentativa de invasão
ou operações inválida.

A partir desse modelo
cria-se um relatório dos pontos
falhos de segurança. Inicia-se
junto com o laboratório a operação de monitoramento para um
plano de defesa”, disse.
O centro possui uma equipe
técnica de 8 a 10 profissionais,
compostos por um time de monitoramento e por uma equipe
de especialistas em segurança
da informação. Parte da equipe
realiza análise in loco de toda
rede da empresa que vai ser
monitorada. Após isso, é feito
um estudo de mapeamento de
tráfego da rede e análise física
em todos os equipamentos que
compõem o ambiente, desde
os hardware aos softwares. O
conjunto de monitoramento é montado de acordo com a necessidade de cada empresa, onde
são montadas estratégias para
encarar as diferentes formas de
ataques.
“Toda rede tem um padrão
natural de comportamento.

Essas fragilidades são o que
chamamos de anomalias, que
é qualquer variação que pode
acontecer na rede que está fora
do padrão. Toda rede tem um
padrão natural de comportamento. Quando você muda esse
comportamento significa que
pode haver uma invasão que está
acontecendo na infraestrutura
para invalidar a operação. Mantemos o contato com a equipe
de TI da empresa que contratou
os serviços e finalizamos a ela
qualquer movimentação que não
esteja de acordo com o que ela
opera”, explicou.

Novos tempos

Marcelo explica, que as operações são montadas de acordo
com a necessidade e fragilidade
de segurança de cada empresa.
Cada estratégia de monitoramento é focado em proteger
dados sigilosos da companhia,
que muitas vezes são atacados por agentes externos que usam
técnicas que mudam a todo o
momento.

“Cada empresa tem suas
vulnerabilidades. As empresas
possuem hoje estrutura de segurança básica como firewall,
sistema de detecção de intruso
e antivírus. Porém, as técnicas
que são usadas hoje para invadir sistema mudaram. Então
você precisa criar mecanismos
para proteger quaisquer informações que estejam saindo de
sua infraestrutura. Antigamente
os ataques eram feito de fora
para dentro, hoje eles atacam
de dentro para fora.

É preciso
se adaptar a essas novas formas
de ataque”, disse.
De acordo com Marcelo,
em um momento de constantes
avanços tecnológicos a privacidade de informações de dados
tem sido imprescindível para
o desenvolvimento eficaz das
atividades fabris.

Com isso,
algumas empresas do Polo Industrial de Manaus já buscam
os serviços do laboratório para
investimentos. A iniciativa mostra um importante passo dessas
empresas em se adequarem às
novas estruturas de trabalho da indústria 4.0 para solicitar os
serviços do laboratório.

“A modernização da manufatura 4.0 é imprescindível ter a
parte da segurança. Não é mais
uma questão de luxo ou algo
mais e sim uma necessidade. As
indústrias hoje estão começando a ter mais consciência com
esses tipos de problema. Eles
sabem que a informação pode
ser prejudicada, contaminada
ou destruída. E a pessoa precisa
ter essa visão antes de atuar com
essas novas tecnologias”, disse.
Segundo Geraldo, o INDT
está trabalhando em um projeto de conscientização do novo modelo no Polo industrial de
Manaus. A ideia, é motivar as
indústrias quanto a importância
de se investir no sistema de proteção de dados.

“Esse é o desafio.
No momento estamos fazendo
um investimento para que haja
uma conscientização desse novo
modelo. Até chegar lá as indústriais precisam dessa proteção. O
laboratório foi construído há um
ano e meio e ainda está em fase
de construção. Estamos fazendo
vários eventos para as indústrias
mostrando a importância dessa
proteção”, disse.
Parceria
Com a finalidade de aperfeiçoar e desenvolver um serviço de
segurança cibernética cada vez
mais eficiente, o INDT firmou
ontem (24), uma parceria com a
empresa israelense IAI / ELTA
Systems Ltd,.

O grupo é subsidiária da Israel Aerospace Industries,
uma das principais empresas de
defesa eletrônica de Israel.
A empresa é líder global em
diversas áreas de tecnologia militar e opera como uma casa de
sistemas, utilizando um amplo
espectro de sensores eletromagnéticos (Radar, Guerra Eletrônica e Comunicação), sistemas
integrados e tecnologias internas críticas.

Segundo o CEO da
INDT, Carlos Feitoza, a parceria
está vigente até o final de 2019 e
as tratativas de renovação estão
em andamento.
“Queremos trazer para
Manaus uma área de segurança cibernética com bastante
experiência e competência. E
Israel em termo de tecnologia,
principalmente na área cibernética é considerada a melhor do
mundo. Por essa razão nosso
interesse de fazer esse trabalho
com a empresa israelense. Eles
têm o conhecimento técnico, eles
têm a competência e é isso que
queremos receber deles”, frisou
Carlos Geraldo.

por dentro

Força de Israel

A IAI (Israel Aerospace Industries) é a maior indústria
aeroespacial de Israel, oferecendo mais de 400 produtos
e mais de 1.000 tecnologias
e serviços, com vendas anuais superiores a três bilhões
de dólares. As tecnologias
desenvolvidas pela IAI para
as Forças de Defesa de Israel (IDF) levaram a grandes
avanços no desenvolvimento
de produtos.
A ELTA Systems Ltd. é líder
mundial no fornecimento de
forças armadas militares e
paramilitares com sistemas
superiores de superioridade
de decisão e domínio do teatro de operações. As soluções
e sistemas ELTA Systems são
implantados para realizar Inteligência Centrada em Rede,
Vigilância, Aquisição e Reconhecimento de Alvos, Alerta
e Controle Antecipado, Comunicações e Comando e Controle, Defesa e Autoproteção e
Controle de Incêndio, em paz
e em tempo de guerra.






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