Setor de bebidas do PIM sofre novo ataque e coca-cola é investigada

10/07/2018

Notícia publicada pelo Em Tempo Online

O setor de bebidas do Polo Industrial de Manaus (PIM) está enfrentando “mais um ataque”. A
Receita Federal, conforme publicação do jornal Folha de São Paulo desta segunda-feira (9),
iniciou uma investigação para apurar se a empresa Coca-Cola está inflacionando os preços
de suas mercadorias para ampliar sua margem de faturamento.

Representantes da indústria e do setor de bebidas em Manaus preferiram não se manifestar
sobre a ação realizada pela Receita Federal brasileira na fábrica instalada na capital
amazonense. O argumento dos especialistas é de que a suposta investigação estaria sendo
feita somente em uma empresa específica, portanto, acabaria não afetando o setor como um
todo.

Conforme a publicação do periódico de São Paulo, empresários da Coca-Cola devem explicar
o motivo de a fabricante vender o quilo do xarope por, aproximadamente, R$ 200, se
exporta por um valor na casa dos R$ 20.

Coca-Cola afirma não saber de investigação

A Receita Federal já notificou a Coca-Cola. No entanto, em nota, a empresa afirma não ter
conhecimento da investigação sobre o eventual preço cobrado pelo concentrado de bebidas
para os fabricantes do Sistema Coca-Cola Brasil.

Além disso, o valor tem se mantido estável nos últimos 10 anos, e abaixo da inflação. Desde
2014, o volume de dividendos distribuídos também se mantém estável. Porém, o valor do
câmbio afeta diretamente o valor em reais.

Nota da Coca-Cola

De acordo com a nota da Coca-Cola, em regra, conforme a legislação brasileira, os benefícios
fiscais não passíveis de serem remetidos ao exterior e devem, obrigatoriamente, ser
reinvestidos no Brasil.

A Coca-Cola reitera também que o setor de bebidas não-alcóolicas do Brasil possui uma
maior carga tributária da América Latina. Atualmente, o percentual é de 43% no refrigerante
(já era 39% antes do decreto nº 9394/2018), dez pontos percentuais acima da Argentina e,
em média, o dobro dos demais países da região, conforme dados de relatório Ernst Young.
Anualmente, a indústria de refrigerantes gera R$ 10 bilhões em tributos, 130 empregos
diretos e 1 milhão indiretos.






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