Postado em 27/03/2018 Juros curtos se ajustam em alta após sinalização do Copom
27/03/2018
Notícia publicada pelo site Valor Econômico
Os juros futuros de curto prazo se ajustam em leve alta na
manhã desta terça-feira, após a ata da última reunião do Comitê de Política
Monetária (Copom). O documento reiterou que a taxa básica de juros, a Selic,
deve ser cortada em maio, aposta já majoritária no mercado. Por outro lado,
na avaliação de especialistas, reduziu a chance de outro movimento residual
em junho.
Com a sinalização do Copom, o mercado corrige as apostas mais otimistas
para a trajetória de queda da Selic. Sinal disso é o avanço nas taxas dos
contratos de DI mais afetados pela política monetária. O DI janeiro de 2019
subia 2 pontos-base, a 6,235%, por volta das 10 horas, enquanto o DI janeiro
de 2020 avançava para 7,080%.
Na ata, foi reforçada a mensagem de que o ciclo tende a ser interrompido
após o corte da Selic em maio. Sobre os próximos passos, o documento
apontou que o comitê pode precisar de algum tempo para avaliar a evolução
da economia e sua reação aos estímulos monetários já implementados, tendo
em vista o horizonte relevante naquele momento. Isso se deve aos riscos que
a economia enfrenta e a incerteza quanto às defasagens na transmissão da
política monetária.
Como a interrupção do ciclo se torna iminente, os agentes financeiros
também buscam aplicações mais rentáveis, como é o caso de juros mais
longos.
O DI janeiro/2021 operava a 7,970%. Já o DI janeiro/2023 se situava a
8,950% (8,960% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 recuava a 9,450%
(9,460% no ajuste anterior).
No mercado de câmbio, o dólar marcava R$ 3,3172, avanço de 0,40%. O
dólar para abril estava a R$ 3,320, elevação de 0,27%.