Faturamento da indústria sobe 1,7% em outubro, aponta CNI

04/12/2017

Artigo publicado pelo Valor Econômico

Depois de registrar
variações predominantemente negativas
em setembro, a maioria dos indicadores
industriais subiu em outubro, informa a
Confederação Nacional da Indústria
(CNI).

“A indústria permanece em trajetória de
recuperação moderada. De um lado, as
variáveis faturamento real, massa salarial real e rendimento real,
beneficiadas pela inflação em queda, mostram evolução positiva mais clara.
De outro, horas trabalhadas, emprego e utilização da capacidade instalada
registram oscilações pequenas nos últimos meses, sem garantir tendência
definida. O balanço desses resultados sugere manutenção do baixo patamar
das variáveis pesquisadas e reforça o quadro de fraca atividade industrial”,
diz o relatório da entidade.

Após recuar por dois meses seguidos, o faturamento do setor aumentou 1,7%
em termos reais na passagem do nono para o décimo mês de 2017. Na
comparação com o mesmo período do ano passado, a alta foi de 11,9%.

A utilização da capacidade instalada (UCI) subiu 0,2 ponto percentual ante
setembro, para 77,7%, feito o ajuste sazonal. Perante o mesmo período em
2016, houve aumento de 1,6 ponto percentual. Ainda assim, a ociosidade
segue elevada: a UCI de outubro de 2017 ficou 3,7 pontos percentuais abaixo
da média dos meses de outubro

As horas trabalhadas foram o único indicador a cair (0,7%) entre setembro e
outubro. Nos três meses anteriores, o índice ficou muito próximo da
estabilidade – em julho e em setembro, o índice havia crescido 0,2% e, em
agosto, 0,1%. Ante outubro de 2016, houve aumento, de 0,3%.

O emprego industrial subiu 0,1% no mês em outubro, mas teve baixa de 1,3%
em relação ao mesmo período de 2016.

Nos dados de renda, houve elevação de 0,9% no rendimento médio real do
trabalhador da indústria brasileira em outubro e alta de 1,2% ante um ano
antes. A massa de rendimentos cresceu 0,3% no confronto com setembro,
mas foi 0,2% menor que em outubro do calendário anterior.

No acumulado do ano, a maioria dos índices ainda aponta queda na
comparação com 2016. Emprego e horas trabalhadas registraram os maiores
recuos, de 3,2% e 2,6%, respectivamente. O faturamento também teve baixa,
de 1,3%, enquanto a massa salarial diminuiu 2,2%. Apenas o rendimento
médio real mostrou crescimento nessa comparação, de 1%.






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