CBA pode ser ‘assumido’ pelo governo dos Estados Unidos, diz ministro de C&T

24/08/2015

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, revelou, durante evento em Manaus, na sexta-feira, 21, que o governo brasileiro fez uma proposta ao governo dos Estados Unidos para participar de um convênio envolvendo o CBA (Centro de Biotecnologia da Amazônia). Os temos do convênio, no entanto, não foram revelados.

“Nós convidamos os Estado Unidos (da América) para participar do CBA, que é um projeto que estava, não parando, mas quase parando, e nós retomamos junto com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e convidamos parceiros internacionais para esse projeto”, afirmou o ministro.

Ao ser questionado se o governo de Barack Obama teria sinalizado positivamente para a proposta, Aldo Rebelo disse que “sim”, mas evitou dar mais detalhes sobre a parceria. “Todo mundo tem interesse em participar de algum projeto de pesquisa na Amazônia. A Amazônia gera muita curiosidade científica e o Brasil quer partilhar esse esforço com o mundo todo. Os Estados Unidos já manifestaram interesse em participar”, disse Rebelo.

A declaração do ministro foi dada durante a solenidade de inauguração do Projeto ATTO, no auditório do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), na noite da última sexta-feira, 22.

Ainda no mesmo evento, que reuniu a nata da comunidade científica desenvolvedora de pesquisas no Estado do Amazonas, também estava presente na plateia, o professor Bruce Alberts, assessor científico especial do presidente Barack Obama.

Alberts que é membro de Conselhos de importantes fundações como: a Carnegie Corporation de New York; Universidade de Havard; Smithsonian Institute e da Gordon and Betty Moore Foundation; esteve em Manaus, a princípio, para participar de uma palestra sobre “Ciência, Biologia e o Futuro dos Mundos”, direcionada para alunos e professores da UEA (Universidade do Estado do Amazonas).

CBA

Recentemente, o CBA esteve no foco de polêmicas, com o encerramento do convênio número 001/2014, celebrado entre a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) e a Fundação Amazônica de Defesa da Biosfera. No dia 10 de junho, 48 bolsistas deixaram de receber recursos e tiveram que encerrar as atividades. Apenas 13 bolsistas que trabalhavam com animais em laboratório, permaneceram trabalhando voluntariamente para não perder os animais e as pesquisas já desenvolvidas.

O CBA sempre foi tido como um dos ‘elefantes brancos’ do governo federal no Amazonas. O Centro custou aos cofres públicos a quantia de R$ 100 milhões e foi inaugurado em 2004. O local possui 25 laboratórios e desenvolve pesquisas voltadas para as áreas de Farmácia, Agronomia, Botânica, Biologia e Química. Cerca de 189 pesquisadores já passaram pelo CBA.

No mês passado, o Inmetro assumiu o comando do CBA e abriu, na semana passada, um edital de seleção de bolsistas interessados em desenvolver pesquisas no Centro.

Fonte: Amazonas Atual






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