Encontro debate deficiências da navegação na Amazônia

22/05/2015

Sem uma indústria naval forte e uma legislação que discipline e ordene o transporte hidroviário no Amazonas, não há como se falar em navegação na Amazônia. A declaração é do tesoureiro do Sindicato da Indústria da Construção Naval, Náutica, Offshore e Reparos do Amazonas, Homero Santos, na abertura do 2º Encontro da Indústria Naval, que se realiza em Manaus. “Cerca de 90% da carga e produtos escoados da capital para o interior ocorre pelo meio fluvial, cujo setor não vem recebendo os investimentos necessários”, afirmou.

Dentre as muitas deficiências que o setor enfrente no Amazonas é a fragilidade no que diz respeito a inexistência de uma legislação que promova o ordenamento do transporte hidroviário no Amazonas. “É notória a precária oferta de infraestrutura portuária em Manaus para atender o transporte de cargas e passageiros, além da inviabilidade da maioria dos portos construídos no interior do Estado, que contribuem para a insegurança e ineficiência do transporte fluvial”, alertou.

O transporte fluvial no estado do Amazonas concentra a maior parte da condução de cargas e passageiros dentre os modais. O transporte fluvial transporta cargas granéis líquidas (derivados de petróleo), granéis sólidos (grãos), carga geral, carretas/contêiner e passageiros.

O sindicalista alertou que “as pessoas que atuam no transporte de passageiros com os barcos de recreio são gente humildes do interior. A maioria tem passado de pai para filho as embarcações até a terceira geração. Geralmente essas pessoas não tem empresa organizada e é difícil para eles se adequarem. Esperamos contar com olhares das autoridades e dos órgãos de financiamento para que possa investir, alavancando um meio de transporte melhor na nossa Amazônia”.

Fonte: Maskate






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